PV Responde - Portal do Vidraceiro

Pergunta feita por Paulo Cesar.
Empresa: Shekinah Vidros

De acordo com a  NBR 7199 – Projeto, execução e aplicações de vidros na construção civil GUARDA-CORPOS Instalados acima do primeiro piso. TIPO DO VIDRO PERMITIDO  Vidro de segurança Laminado, Vidro de segurança Aramado.
Qual a espessura do vidro laminado que devo usar nos guarda corpo e corrimão de escadas?

RESPOSTA

Caro Paulo César, depende muito da Região, sempre orientamos os vidraceiros entrarem em contato com o corpo de bombeiros para saber o que foi decretado pelo estado para este tipo de aplicação até porque hoje temos muitos modelos de guarda corpos.

Por exemplo a secretaria de estado de segurança publica  corpo de bombeiro militar do estado de Santa Catarina DAT (DIRETORIA DE ATIVIDADES TECNICAS) estabeleceu uma tabela onde se encontra vários tipos de fixação destes vidros exemplo: 4 lados, 3 lados, 2 lados e apenas um lado para cada tipo de fixação e tamanhos de vidros existe já a sua espessura calculada.

O que é muito importante é o vidraceiro saber que todos os guarda corpos para edificações deve ser submetidos a testes antes de ser instalado conforme a NBR 14718 (Guarda Corpo para edificações).

 

Segue abaixo um artigo que escrevi sobre a NBR 14718 que inclusive esta sendo revisada :

Novos parâmetros para guarda-corpos.

Revisão da norma de Guarda-corpo em Edificações inclui novas medidas para altura, voltando a exigir mínima de 1.100mm, e modifica a sobrecarga para áreas coletivas, como arenas e estádios.

A norma técnica NBR 14.718 – Guarda-corpo em Edificações está na última etapa de seu processo de revisão, que iniciou em 12 de fevereiro de 2017 e deve ser finalizado até o final deste ano. Criada em 2001 e revista pela última vez em 2008, a norma terá ajustes mais relevantes que garantirão a segurança das obras. Assim, quem possui a versão anterior precisará adquirir a NBR 14.718/2017 para se atualizar quanto às mudanças.

“Estamos direcionando a norma para as pessoas segui-las. Também é sempre importante ter um engenheiro ou arquiteto responsável pelas instalações e que os guarda-corpos estejam 100% dentro da norma. Que sejam feitos testes em laboratórios de ensaios atendendo aos requisitos da NBR 14.718 e, principalmente, o teste de impacto de corpo mole chegando a 600J. A norma é um complemento, inclusive para ajudar na área jurídica caso aconteça algum acidente e haja um processo judicial. E também para que arquitetos e

engenheiros tenham um parâmetro a ser utilizado”, indica o professor  Valter Galdino.

Altura mínima da estrutura Uma das alterações refere-se à altura mínima de guarda-corpos, que deverá voltar a ser de 1.100mm. “A comissão, que envolve também engenheiros e

arquitetos, por questões de segurança, decidiu em conjunto alterar a altura dos guarda-corpos para levar maior segurança ao cliente final. É necessário voltar a altura para no mínimo 1100mm porque na revisão de 2008 foi baixada para 1000mm, o que é extremamente arriscado. Sendo assim, foi feito todo um cálculo, mas como o corpo de bombeiro já tinha feito essa alteração para 1100mm, a comissão de estudo decidiu acompanhar o corpo de bombeiro”, explica Galdino.

Ensaios e testes de resistência No dia 27 de abril, o Instituto Falcão Bauer da Qualidade, o professor Valter Galdino e a comissão de estudos da norma NBR 14718-Guarda- corpos para

Edificações se reuniram para realizar ensaios e testes que irão direcionar as mudanças da norma que está em processo de revisão.

“A norma de guarda-corpo é bem clara e diz que o ensaio de carga de segurança tem como objetivo avaliar a função do guarda-corpos após uma eventual sobrecarga. Na prática, a ocorrência desta sobrecarga, como tumultos, impactos violentos, colisões, entre outros, remete a uma avaliação estrutural do guarda-corpo e, havendo a necessidade, ele deve ser substituído.

Após a aplicação da pré-carga e da carga de uso, é aplicada uma carga de segurança equivalente a 1,7 vez a carga de uso (680 N/m ou 1 700 N/m, conforme o uso privativo ou coletivo respectivamente)”, descreve o professor.

Galdino diz que a deformação horizontal sob carga deve ser limitada a 150mm, garantindo a função do guarda-corpos. Não é necessária a avaliação da deformação residual. As cargas máximas que podem ser suportadas são determinadas através de relógios que é um equipamento que se chama deflectômetro.

Quanto às ferragens e demais componentes de fixação não há um teste específico, elas são testadas em conjunto completo. Inclusive na NRB 14718 diz que o fabricante deve apresentar projeto com elevação e cortes, em escala, contemplando todas as partes típicas do sistema, materiais e acabamentos.

Esforço estático para áreas privativas e coletivas A norma atual fala de forma geral sobre área privativa e coletiva e está sendo estudado adicionar especificações para áreas como estádios, arenas e rodeios, por exemplo. Está em análise o parâmetro de esforço estático diferenciado para estas situações.

“Um exemplo é que hoje a NBR 14718 no item 5.1.1 Pré-carga e carga de uso diz que não deve apresentar ruptura de qualquer de um de seus componentes e não deve ocorrer afrouxamento ou destacamento de componentes e dos elementos de fixação agora a deformação horizontal. Quando os guarda-corpos forem submetidos à pré-carga (200 N/m), não deve superar 7 mm. A deformação horizontal sob carga (deslocamento do peitoril) com aplicação de carga de uso (400 N/m ou 1 000 N/m, conforme o uso privativo ou coletivo,

respectivamente, não deve superar 20 mm. A deformação horizontal residual deve ser limitada a 3 mm, após retirada da carga de uso”, descreve.

foto valter 1Professor Valter Galdino, especialista no segmento Vidreiro a 23 anos, Designer de Interiores formado pela ABRA (Academia Brasileira de Artes), Estudante de Engenharia Civil, Consultor Técnico e Analista de Marketing da empresa Tec-Vidro, Instrutor Palestrante SEBRAE, Membro do CB-37 da ABNT (Vidro Plano), Diretor Técnico da ANAVIDRO  (Associação Nacional de Vidraçaria).

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O vidro é um material que leva muito tempo para se decompor na natureza, sendo assim é necessário descarta-los de maneira correta, e minimizar os possíveis impactos ambientais causados pelo material.

Veja algumas dicas para descartar os vidros correto de maneira correta e sustentável, confira:

  • Envolva bem os pedaços do vidro em várias folhas de jornal ou plástico bolha e coloque em uma caixa de papelão;
  • Outra opção é cortar uma garrafa pet, colocar os pedaços de vidro dentro dela e fechá-la com a parte superior, lembrando-se de vedá-la bem com fita adesiva, para que não abra no caminho;
  • Se o vidro for reciclável, como embalagens de bebidas, alimentos, medicamentos e cosméticos, verifique o dia da coleta seletiva do seu bairro e descarte o material junto com o lixo limpo, porém escreva no pacote que o conteúdo é vidro;
  • Monitores de TV e computador são lixo eletrônico e não podem ser descartados com o lixo comum ou reciclável. Devolva o equipamento ao fabricante ou informe-se sobre os locais que fazem essa coleta na sua cidade.
  • Lâmpadas fluorescentes devem ser descartadas em locais específicos por possuírem resíduos tóxicos, informe-se sobre o local de descarte na sua cidade. Já as lâmpadas incandescentes podem ser descartadas no lixo comum, pois não podem ser recicladas.

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Daniel Fazenda Freire, diretor-executivo da D2F Engenharia, falou sobre como evitar dores de cabeça; dados do CAU/BR revelam que 85% dos brasileiros não contratam especialistas

Trincas, rachaduras, infiltrações, acabamentos desgastados, falhas elétricas ou hidráulicas são problemas comuns que afetam centenas de residências em todo o Brasil. E quando alguma destas características aparece, é bom ficar atento, porque pode estar na hora de planejar uma reforma. Mas, o que fazer para evitar os transtornos que possam surgir durante a execução do projeto? A resposta é simples: contratar uma boa equipe de profissionais.

Dados divulgados pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) em parceria com o Instituto Datafolha revelam que, em 2015, 54% dos brasileiros já realizaram uma reforma ou construção de imóvel residencial ou comercial. Deste total, 85% optaram pelo serviço sem o auxílio de um profissional especializado. Apenas 7% das pessoas já contrataram um profissional qualificado para a execução de um projeto. (www.caubr.gov.br/pesquisa2015).

Embora uma pequena parcela da população tenha escolhido bons profissionais, 78% demonstraram altíssimo grau de satisfação. “Além de optar por materiais práticos, modernos e acessíveis, e considerar as mudanças necessárias e o prazo da obra, é importante contratar uma equipe que esteja preparada e capaz de gerenciar o desenvolvimento da obra conforme o cronograma e também minimizar e solucionar problemas que ocorram no decorrer do projeto”, destaca o diretor-executivo da D2F Engenharia, Daniel Fazenda Freire.

Se a opção for ampliar o imóvel, é preciso evitar que a estrutura sofra algum dano. “Se a reforma incluir a construção de mais um andar, por exemplo, o ideal é fazer um reforço na estrutura para garantir que o imóvel esteja em segurança ao longo da execução do projeto. Desta forma, não haverá danos ao final do processo”, ressalta Freire.

Criar soluções flexíveis ou apostar num estilo mais contemporâneo de arquitetura, além de proporcionar conforto e sensação de bem-estar, resulta em valorização, principalmente, quando a decisão é por vender o imóvel. “A vantagem em reformar, além da estética, é o valor que agrega ao imóvel na hora de decidir por vendê-lo”, finaliza o executivo.

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A partir desta edição, você que trabalha na área do vidro passa a ter uma assessoria especial para eliminar todas as suas dúvidas do dia-a-dia. A revista O Vidraceiro conta, para isso, com a valiosa colaboração do Professor Valter Galdino. Para participar desta seção, envie sua pergunta ou dúvida para o email site@portaldovidraceiro.com.br.

Valter Galdino da Costa atua no setor de vidros há 20 anos. É professor da Escola Técnica do Vidraceiro, formado em Designer de Interiores pela ABRA (Academia Brasileira de Artes), estudante de Engenharia Civil, integrante do CB-37 (Vidro Plano) da ABNT, e sócio-proprietário da Vidralum Soluções em Alumínio.

O vidro temperado pode voltar a ser um vidro comum?

Sim! Basta aquecê-lo novamente a aproximadamente 700° e não aplicar o jato de ar. As fábricas não fazem este processo, porque ficaria muito cara essa transformação.

Posso instalar vidro temperado em Guarda-corpo?

Não! Segundo a NBR 14718 (Guarda-corpo para Edificações) deve ser utilizado o vidro Laminado com PVB (Poli Vinil Butiral) para instalação do vidro temperado em Guarda-corpo. Acompanhei um caso, no interior de São Paulo, em que o vidraceiro instalou o vidro temperado no lugar do vidro laminado em um Guarda-corpo. Um dos filhos do cliente esbarrou no vidro (que quebrou) e caiu de uma altura de três metros.

Um Vidro Temperado explodiu sozinho. Pode ser choque térmico?

Não! O vidro temperado deve suportar o choque térmico, sim! NBR: 14698 (Vidro Temperado). Algumas fábricas não deixam o vidro aquecer pelo tempo correto, de acordo com a sua espessura. Isso pode fazer o vidro quebrar a qualquer momento.

Que tipo de vidro posso usar em envidraçamento de sacada?

Laminado com PBV (Poli Vinil Butiral) ou Vidro Temperado, desde que siga os padrões estabelecidos pelas normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Alguns condomínios exigem o vidro Temperado com película de segurança, pois além do vidro temperado ser cinco vezes mais resistente que o vidro comum, a película de segurança segura os cacos, caso aconteça a quebra do vidro temperado.

Um cliente quer colocar vidro na lareira. Isso é correto?

Se o vidro for vitro-cerâmico, não tem problema. Ele nunca quebra com o calor, pois resiste a até 800º e a lenha normal arde a 200º, com picos um pouco superiores. Há empresas que arriscam instalar outro tipo de vidro. No entanto, deve ter o especial cuidado, no caso, de substituir o vidro original por outro tipo. O vidro temperado pode durar anos, se a temperatura não passar de 200º.

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